Mostrando postagens com marcador Inspiração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inspiração. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Dá pra fazer varejão de bom gosto?

No Brasil, temos as Lojas Americanas. Aqui na Suécia, temos a Rusta. A proposta de negócio é a mesma: vender de tudo (de eletrodomésticos a roupas íntimas, maquiagens e livros) por um preço camarada.

Ótimo, entendido, agora vamos partir pra publicidade, a alma do negócio (clichê mais batido não existe). Vamos fazer um VT bem varejão, ou seja, tem que ser chocante: a locução masculina tem que berrar, cada preço ou informação tem que vir num "splash" bem coloridão e tem que ter fogo, chamas, por trás dos produtos. Certo? N-ÖO! Erradíssimo, meu caro!
(Não estou dizendo que assim é o VT das Lojas Americanas, mas assim é a grande maioria dos comerciais pra clientes varejistas.)

Comercial pra varejo também requer um trabalho elaborado de conceituação, independente da classe pra qual você está se dirigindo. O que separa a classe A da classe D é a conta bancária e não a inteligência emocional. Nas classes C e D também existem pessoas que choram, riem, sofrem, têm medo, têm curiosidade, alimentam-se de desejos e emoções. Portanto, tirem os "splashes", coloquem uma locução decente, uma trilha bonita e valorizem os produtos promocionais sem precisar incendiar a tela. Assim você não apenas valoriza a inteligência do público-alvo em questão, mas também posiciona e fortalece a imagem de qualidade que a empresa quer mostrar no mercado.

Aí vai o VT mais recente da Rusta, divulgando a promoção da vez: tapetes e carpetes. Tão simples e tão bonito.


Agência: Bark Stockholm


 







sábado, 26 de junho de 2010

Quebra-padrões



Cenário: rua tranqüila, muitas casas com parquinho infantil no jardim e motoristas que insistem em dirigir em alta velocidade. Como chamar a atenção deles para que tenham cautela e observem a presença de crianças na área?

Colocar quebra-molas é, certamente, a primeira forma de alertá-los. Funciona? Nem sempre. Já vi motorista acelerar fundo e passar pelo quebra-molas como se o carro tivesse asas. É preciso um apelo mais forte.

Placa de sinalização indicando passagem de crianças em determinados trechos. Funciona? Às vezes. Se passou ali e não precisou parar pois nunca viu ninguém brincando, então vale continuar acelerando. Algo mais efetivo, por favor.

Espalhar brinquedos no gramado do jardim, já bem perto da calçada ou da rua. Funciona? Bem melhor que as opções acima. Se você está no volante e de longe vê uma bola, uns carrinhos e/ou uma boneca perto da rua, significa que ali, em algum lugar, tem criança brincando.

Essa é a maneira que os suecos encontraram de avisar aos motoristas que tenham cuidado com suas crianças. Uma ideia muito simples, mas interessante e pra lá de criativa. Vale testar!


segunda-feira, 21 de junho de 2010

A trilha

Um bom comercial de TV é aquele que não sai da memória. Ou tem um roteiro que é coisa de cinema, ou tem uma produção que transforma um budget minimalista no milagre da multiplicação ou tem uma trilha sonora que simplesmente fascina.
Uma trilha bem escolhida pode ser a identidade de toda uma campanha. É ela que vai fazer você lembrar da marca e, ainda, associá-la a um sentimento ou a uma sensação – alegria, saudade, ódio, fome, sono, paixão, dor, enfim...
Na minha lista de comerciais favoritos, dois se destacam exatamente pela boa escolha da trilha: o filme da Saab com a música "Release me", da banda sueca Oh Laura, e o do Sony Bravia, com a música "Heartbeats", de Jose Gonzalez.







terça-feira, 15 de junho de 2010

Flash mob na sua versão original

Virou mania mundial fazer de flash mobs ações promocionais pra divulgar produtos e marcas. Tem sido um prato quente pra turma da criação, que com a imaginação solta inventa mil formas de tornar a publicidade mais interessante e mais divertida.
Mas nem todo mundo sabe que o verdadeiro flash mob é uma ação espontânea, inusitada, organizada através de redes sociais como Orkut e Facebook ou de programas de chat como MSN, Skype e GTalk. A ideia é reunir o maior número possível de pessoas num lugar de grande movimentação e fazer algo inesperado, que comece do nada e termine repentinamente, deixando as pessoas ao redor com uma grande interrogação na testa.
Organizar um evento patrocinado, convocar pessoas para uma festa, um show ou uma encenação onde tudo é previsível não é promover um flash mob. Infelizmente muitas agências ainda não entenderam isso e o termo vem passando por uma redefinição, do inusitado pra o esperado: sem surpresas, sem indagações e sem o efeito que faz todo mundo pensar "O que foi isso? Não entendi nada! Também nem importa, adorei!".
Eis aqui um exemplo de campanha de sucesso – um verdadeiro flash mob organizado para surpreender pessoas em quatro pontos diferentes de Estocolmo. Por trás da ação estão Radiotjänst, Initiative Universal Music e o regente de coral Gabriel Forss. 


terça-feira, 15 de novembro de 2005

Favorito


Los Angeles, 250.000 bolas coloridas pulando de um lado pro outro, uma trilha fantástica e um VT que vai ficar um bom tempo na minha memória.
Detalhe: todas as bolas são reais, nenhuma criada por computador.
Cliente: Sony
Agência: Fallon London (UK).